“Fortes emoções” ou “Nem tudo é aquilo que parece ser”

É nesta edição da versão brasileira do mangá, publicado pela JBC, que acontece a grande reviravolta da trama. Por isso, achei que valia à pena voltar a falar de Nana aqui no blog. É quando Komatsu dá lugar à Oosaki como narradora da história. Um recurso que, eu acredito, foi usado pela autora para mostrar as semelhanças e diferenças entre elas e como as duas têm percepções tão completamente opostas daquilo que acontece em torno delas.
Todo o volume gira em torno de dois dos muitos triângulos amorosos da história: Nana Komatsu/Nobu/ Takumi e Nana Oosaki/Ren/Yasu. Se você ainda não conhece toda a história, procure não tirar conclusões preciptadas dessa informação. Como a própria autora ensina: nem tudo é o que parece ser. E esse mangá parece brincar com isso o tempo todo…
O que me lembra do motivo pelo qual eu gosto tanto do Takumi: ele me lembra de como eu via meu marido quando o conheci… ![]()
Tenho refletido muito sobre minhas atitudes nos últimos tempos, resultado das muitas horas que passo comigo mesma, agora que não tenho mais minha companheira de trabalho ao meu lado, e percebi que não consigo multiprocessar.
Termos geeky à parte, explico: apesar de ser capaz de realizar muitas tarefas ao mesmo tempo, entendi que só coloco minha alma em uma de cada vez. Sou ora esposa, ora mãe. Em outras ocasiões, só consigo pensar no meu trabalho ou em mim mesma. Como no fim de semana que deixei de comer para assistir a todos os episódios de Nana recém baixado, ou quando deixo de dormir para terminar um livro e quero matar quem tenta me interromper (dois exemplos publicáveis). Entro em uma espécie de transe. Faço esse tipo de coisa desde pequena.
Sempre tive em mente que eu não precisava de regras de conduta ou de crenças religiosas para viver de forma plena e saudável. Apenas de bom senso e de equilíbrio. Por isso, quando essa ficha caiu, me assustei.
Preciso abandonar a imagem da super-mulher ideal e me ater a Cinthia real e possível. Fazer uma coisa de cada vez, dedicando 100% da minha atenção a cada uma delas e fugindo da minha pré-disposição para o exagero. Falar é fácil. Difícil vai ser colocar em prática novos paradigmas depois de ter vivido 27 anos sob outra perpectiva, mas vou me esforçar.
Ontem e hoje precisei levantar às 4h para acompanhar uma sessão de fotos a trabalho. Cada uma dura em média 2h, mas como estamos fotografando vários grupos de pessoas, a maratona de ontem, por exemplo, só terminou às 19h. A de hoje tem previsão para encerrar um pouco mais cedo, às 17h.
As fotos não estão sendo feitas todas no mesmo lugar. Por isso, nós temos que montar e desmontar o pequeno estúdio móvel diversas vezes por dia. É pequeno, mas é pesado: um fundo branco - suportado por dois tripés -, flashes, sombrinha e um tripé com a câmera, além das várias bolsas com lentes, filtros e baterias.
Além do óbvio problema do cansaço físico, um detalhe, que vem se repetindo muito ao longo dos dois dias, tem me deixado muito irritada. Ao encontrar todo o circo do estúdio montado, o retratado vira-se e pergunta:
- Para onde eu olho?
Resposta nada profissional que quase pula da ponta da língua pra fora:
- Que tal para a câmera?
Recebi hoje um e-mail marketing do Submarino, informando sobre o início da pré-venda do DVD duplo do filme Crepúsculo, baseado na série de romances homônima escrita por Stephanie Meyer.
Ao acessar o site para reservar minha cópia (junkie), percebi que o lançamento está previsto apenas para o dia 02/07! São quase três meses de antecedência, o que me parece, assim como o próprio fenômeno Twilight, um completo exagero…
Nota: o site usou as tags ‘romance’ e ‘terror’ para categorizar o filme… ![]()
“A bem do Meio Ambiente, e a menos que seja estritamente necessário, por favor, não imprima esta mensagem. Tenhamos consciência de que não basta só reciclar o lixo produzido e sim gerar menos lixo.
Crianças não nascem sabendo que madeira e papel vêm de árvore.”
Assinaturas de e-mail politicamente corretas como essa encabeçam a lista de coisas que me irritam no dia-a-dia do trabalho. Elas são um desperdício de paciência (a minha), frases idiotas, pictos com arvorezinhas sendo impiedosamente cortadas e verde bandeira.
Uma revelação aqui: pessoas normais não imprimem seus e-mails. E os retardados que arquivam suas mensagens eletrônias impressas em duas vias em belas pastas suspensas não deixarão de fazê-lo pelo bem do planeta. Eles acreditam que seus e-mail tem qualquer valor legal, mesmo que não tenhamos legislação sobre o assunto no país. Mais uma lenda urbana…

Tenjou Tenge, lançamento da JBC.
Um desperdício de papel.

Eu DEFINITIVAMENTE preciso prestar mais atenção nas coisas que compro.
Ps.: Como ninguém parece perceber o problema, pago um picolé para quem encontrar. Válido apenas para moradores de Quintino Bocaiúva, Rio de Janeiro. Ou o picolé derreteria, é claro.

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